sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O problema do fundamentalismo contemporâneo

Atualmente nos deparamos com algo bastante estranho...pessoas das mais diferentes confissões religiosas com uma mentalidade medieval e dispondo dos meios tecnológicos dos mais adiantados.

O nosso mestre Moises viveu em um tempo sem celular, internet, TV de plasma, LCD e outras vantagens que a revolução tecnológica que vivemos há mais ou menos vinte anos nos proporciona.

O problema é que toda revolução fabril – entenda-se a palavra como derivada de faber, fazer – traz também uma mudança em atitudes e visões de mundo.

Só que para os fundamentalistas ou tecno-fundamentalistas isso nada significa. E então habemus monstrus – matando a língua latina. Eis o monstro.

Em nome de Jesus se faz coisas realmente terríveis. Em nome do profeta Maomé a coisa toma proporções horripilantes. Os fundamentalistas do LIKUD em Israel são mais moderados; não andam explodindo sorveterias, lancharias e pontos de ônibus. Fazem protestos, brigam com os sabras agnósticos e até mesmo anti-confessionais ou clericais de Tel-Aviv, mas não andam matando gente por ai.

Os massacres perpetrados pelo STERN e pelo IRGUN durante o mandado britânico na Palestina tiveram motivos de outra ordem – embora absolutamente condenáveis sob todos os aspectos.

O Iran ou melhor a Pérsia vive esse momento; querem construir uma bomba atômica, mas com uma concepção de mundo que está aquém das cruzadas e da época de ouro do islamismo.

Fundamentalismo é coisa de sociedade decadente, totalmente reificada pela miséria social, moral e econômica.

Hoje se luta para livrar a moça chamada Sakineh, condenada saiba lá por qual motivo. E amanhã?

Espero que a sociedade persa saiba por fim a esse lamentável regime que se instalou desde a deposição do xá.

Um comentário:

  1. Prezado amigo Bernardo, saudações!

    Primeiramente, meu caro, peço-te mil desculpas por não ter respondido há mais tempo ao seu comentário em meu blog Trem Noturno Rio Doce da Estrada de Ferro Vitória a Minas - Companhia Vale do Rio Doce, for falta de tempo, devido à onerantes tarefas na Faculdade na qual estudo, o que me toma considerável tempo e também, pelo fato de meu blog estar passando por um período de reformulação, para melhor atender ao publico, com informações de qualidade, em se tratando da história ferroviária e preservação de sua memória. Fiquei imensamente feliz pela sua visita e comentários em meu blog. Certamente, meu caro, é preciso fazer algo em prol da memória histórica de nossas ferrovias, de nossa cultura tão esquecida em nosso país e saiba que faço isto com prazer, com a consciência de estar deixando um legado histórico para futuras gerações que lamentavelmente não conheceram os nossos tão queridos e saudosos trens de passageiros! Aguardo novas visitas do amigo!
    Com um fraterno abraço!

    Hélio dos Santos Pessoa Júnior

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