terça-feira, 30 de novembro de 2010

Joinville e a escola de balé do Волшой Театр

 

É realmente admirável ver a escola do TEATRO BOLSHOI em Joinville. Crianças, jovens brasileiros se preparando numa das instituições mais importantes no que se refere ao balé clássico. Que maravilha!

Joinville, essa cidade linda que tanto gosto, dá ao Brasil um recado e exemplo importantíssimos: é possível sim dar uma educação de qualidade para nossas crianças!

A escola de balé do teatro russo cria em torno de si um círculo virtuoso em vários campos.

Em primeiro lugar, há o campo da educação em si. As crianças vão se interessar pela música – naturalmente – e pela geografia e história. Onde fica a Rússia? Como ela é?

Depois temos o início da demanda por melhor música, melhores espetáculos; o nível cultural sobe.

Também temos os negócios, o comércio local. Todos saem ganhando.

E por fim, temos o material humano: as crianças e os jovens que ali estudam.

Aos poucos vamos vendo um escudo contra a ignorância, a violência e, conseqüentemente, o crime.

Sofri muito quando era guri por amar música clássica. No meu tempo – frase que me faz sentir mais velho – gostar de piano, violino, Mozart, Beethoven e Bach era coisa de “viado”, “bixa” e outros adjetivos que tais.

Por ai podemos ver em que grau cultural vivia boa parte do interior – pelo menos o paulista.

Mas voltando a Joinville, realmente é uma alegria ver a escola do BOLSHOI preparando crianças e jovens para aquilo que creio ser o mais próximo do homem poder voar: e alguém duvida disso ao ver Carla Fracci no Romeo e Julieta de Prokofiev?

E a grande Galina Ulanova? Sem falar em Anna Pavlova e Vaslav Ninjinsky. Verdadeiras lendas!

Verei com muito gosto Romeo e Julieta encenado por esses jovens da escola de Joinville – aqui está uma sugestão de um fanático por esse balé. Para mim o maior balé já composto desde os clássicos de Tchaikovsky.

Num próximo artigo comentarei a belíssima leitura de Andre Previn com a London Symphony do balé de Prokofiev.

Bernardo Baethgen

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