Meus caros, esse texto não é senão uma explicação aos caros leitores de por que acabei deixando de participar de grupos e fileiras monarquistas – mas não deixei de ser monarquista.
O problema é que a coisa virou baile a fantasia. Fora do tom, da realidade...e também de qualquer “perigo” de fazer da monarquia algo plausível e possível.
Como acredito piamente que o Brasil só tomará jeito com o trem e a monarquia, resolvi deixar o espaço para quem quiser brincar de casinha ou de amarelinha, fantasiando-se de Don Giovanni ou do cortesão Leporello.
Isso não faz meu feitio e não gosto de “palacianismos”. Principalmente quando eles são descabidos.
A casa de Orleans e Bragança é muito digna e tanto D. Bertrand quanto D. Luiz são homens mais do que honrados. Só que há um problema com eles: a concepção de mundo que ambos têm; seria maravilhoso se pudéssemos dizer que depois do 15 de novembro, o Brasil dormiu por cem anos tal como a Bela Adormecida. Mas não dormiu. A história continuou e os fatos se sucederam. É preciso olhar para o país que se vê hoje.
Outro problema: os Orleans e Bragança estão divididos em dois ramos – branche – o de Vassouras e o de Petrópolis.
O de Petrópolis, liderado por D. Pedro Carlos, filho do neto mais velho da princesa Isabel, praticamente desistiu de qualquer campanha em torno de um possível retorno. Não vejo ali ninguém com desejo ou personalidade para liderar um movimento assim.
No ramo de Vassouras houve um jovem... o príncipe D. Pedro Luiz que infelizmente se foi naquele horrível acidente com o aparelho da Air France na costa africana.
Ele tem um irmão, o príncipe D. Raphael; mas não vejo nesse jovem uma personalidade que se disponha a manter um movimento pró-monarquia ou liderá-lo. É jovem e tem uma vida inteira pela frente com suas preocupações profissionais e pessoais.
Resta a casa real de Saxe-Coburg e Bragança, com o príncipe Carlos Tasso.
Sem dúvida, uma alternativa para quem quiser pugnar pela monarquia.
Gostaria de ver o deputado Cunha Bueno de volta ao cenário político e a reestruturar o meu querido MPM –movimento parlamentarista monárquico, do qual fiz parte com muita honra.
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